quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Saúde Quântica

Um colega passou-me uma recente mensagem que curiosamente foi distribuída a todos os professores IMECC, o Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp. A mensagem anunciava a Iª Conferência Internacional de Saúde Quântica, que ocorrerá em Gramado de 28 a 30 de abril de 2012. Saúde Quântica?  Há uma tentativa de explicação na própria página da conferência. A parte mais próxima de uma definição é "A Saúde Quântica está voltada para a promoção e proteção da Saúde Integral do ser humano e para compreensão de que a doença é uma oportunidade de olharmos para nós mesmos como investigadores da nossa jornada como ser humano em busca de aperfeiçoamento e de ser feliz. A simples supressão dos sintomas nos distancia do nosso processo evolutivo." Difícil de entender. Mas o que a Mecânica Quântica tem a ver com isso?  "a Física Quântica, associada à Física Relativística, assume papel de destaque por elucidar o jogo de xadrez das freqüências internas e externas que influenciam o estado de saúde e de doença." Sei que muitos Matemáticos adoram jogar xadrez, mas o IMECC deveria tomar mais cuidado com as mensagens que envia aos seus docentes.
O evento será acompanhado pela I Expoquantum, onde será possível ter contato com "novas Tecnologias Quânticas eletrônicas e humanas, que nos possibilitam acessar uma nova era de Saúde e Qualidade de Vida." Mal consigo imaginar o que estará exposto. Talvez o SCIO?
Pode piorar. Um dos objetivos do encontro é "fortalecer processos curativos como a Homeopatia e a Acupuntura e novas e eficientes técnicas terapêuticas como o EFT (Emotional Freedom Techniques) e o EMDR (Eyes Movement Desensitization and Reprocessing), e PNL (Programação Neurolinguística), entre outras, com comprovados potenciais curativos em processos pouco invasivos e de baixo custo, fácil aplicação e alta eficiência em curto espaço de tempo, comparado com as terapias tradicionais. Elas introduzem, muitas vezes, um verdadeiro salto quântico nos processos de cura." Agora entendi onde entra a Mecânica Quântica! Mas as técnicas são ótimas: EFT é apresentada como "Acupuntura emocional sem agulhas". EMDR consiste em reprocessar lembranças difíceis através dos movimentos dos olhos. Para quem duvida tem até vídeo no YouTube!
Mais que isso, "Nesse Simpósio, teremos a oportunidade de conhecer o trabalho de cientistas respeitados, cujas descobertas, algumas com patentes internacionais, apontam para uma nova percepção da realidade de maneira contundente e acessível a todos nós." Os palestrantes são certamente pessoas respeitadas. Não são no entanto cientistas respeitados. Amit Goswami, apresentado como indicado ao Prêmio Nobel (só que da Paz, não da Física!), já passou por esse blog anteriormente. Como ele todos os demais palestrantes nunca foram cientistas ou deixaram de ser cientistas há muito tempo.
Ao contrário das conferências científicas de verdade, não há nenhuma informação no site sobre quem são os organizadores do evento, exceto que ele acontecerá no Centro de Eventos UFRGS/FAURGS.
Os organizadores têm todo direito do mundo de organizar um evento como este. Só fico muito contrariado por estarem tentando travestir algo puramente místico como se fosse um evento científico, nas barbas dos colegas do Coletivo Ácido Cético e ocupando um espaço de uma universidade séria pela qual tenho um carinho infinito. Acho um dever da comunidade científica manifestar-se duramente sempre que a pseudociência tenta invadir o espaço de discussão acadêmico. Pseudociência não é ciência. Foi na UFRGS que em 1979, como estudante do segundo ano de Engenharia matriculei-me em Física IV. A disciplina dava uma introdução ao que chamamos de Física Moderna. Tratava das duas teorias desenvolvidas na virada do século XX (Mecânica Quântica e Relatividade) que mudaram definitivamente nossa compreensão do universo. Isso me seduziu a ponto de mudar minha carreira. Deixei de lado a Engenharia e resolvi virar Físico para tentar entender melhor as manifestações macroscópicas do universo quântico microscópico. Obviamente muito dessa mudança de caminho deveu-se ao professor que lecionou a disciplina. Ele tinha a mesma cara que tem hoje, na quinta foto da coluna da esquerda do cartaz, Lama Padma Samtem. Na época chamava-se Alfredo Aveline e fazia doutorado em Física Teórica de Sólidos.  Tornei-me amigo do Alfredo e presenciei o início da sua trajetória em direção ao misticismo oriental. Nunca mais o vi. Eu preferi o caminho da ciência, inspirado em parte por ele. Guardo o mais profundo respeito pela sua coragem por mudar completamente os conceitos que o orientavam e em assumir o modo de vida em que acredita até hoje, e assim ter se tornado uma referência importante dentro da sua comunidade.

11 comentários:

Leandro Alexandre disse...

Nossa, o final do texto foi surpreendente... Quem diria que a pessoa que "abriu as portas da ciência" pra vc, agora está de volta tentando propagar pseudociência (e no meio acadêmico!!)... Mas concordo, o grande problema disso tudo não é o misticismo em si, mas sim querer torná-lo científico, querer emprestar a credibilidade da ciência para vender melhor o peixe..

Jeferson Arenzon disse...

Leandro,

Concordo com o teu texto. A unica ressalva e que esse centro de convencoes, apesar de ser da UFRGS no nome, pode ser usado por quem quiser pagar seu preco, e nao significa o aval da universidade. E um otimo espaco, e nao quero entrar na discussao se foi esse o criterio usado na escolha ou se foi para aproveitar o nome. De qualquer maneira, infelizmente, esse evento e mais um sintoma do nosso processo de medievalizacao...
Abs

eduardo schenberg disse...

É frustrante ver pessoas inteligentes gastando tempo e energia tentando combater outras áreas do conhecimento, almejando impor limites ao que nao tem limites: essa jornada fascinante que chamamos de ciência. Como disse Karl Popper: "O jogo da ciência é, em princípio, interminável. Quem decida, um dia, que os enunciados científicos não mais exigem prova, e podem ser vistos como definitivamente verificados, retira-se do jogo"

Pseudociência nada tem a ver com temas especificos, como acupuntura ou saude quântica ou qualquer outro que seja. Pseudociência são investigações feitas com métodos falhos divulgados e/ou interpretados como cientificamente precisos, em qualquer area do conhecimento. Ponto final.

O que é cientifico ou não depende estritamente da precisao metodológica, e não de preceitos filosóficos, morais ou metafisicos. Portanto, pesquisas cientificamente bem feitas podem ser feitas em qualquer tema. E o revés também é verdadeiro. Pesquisas mal feitas (pseudocientificas) podem aparecer em qualquer assunto. Como é sabido nas neurociências por exemplo, centenas (se nao milhares...) de artigos de neuroimagem são estatisticamente falhos (veja por ex: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=brain-scan-results-overstated). Mas estão publicados nas chamadas "revistas cientificas" e então nao recebem o mesmo grau de atenção e crítica que assuntos ditos "esotéricos". Qual o problema com o esotérico que levanta tamanha indignação como se vê nesse texto?? Por que virar Lama é necessariamente deixar de ser cientista? Onde acaba o cérebro e começa a meditação???

A crença (isso mesmo, crença!) de que certos assuntos (em especial os ditos esotéricos) estão permanentemente banidos da abordagem cientifica e devem ser ativamente suprimidos é o que há de mais anticientifico que se possa imaginar. Beira o dogma religioso de heresia, "os assuntos proibidos"...

A idéia de que ciência e espiritualidade jamais podem se aproximar é um dos pontos principais do momento em que vivemos, e um dos grandes obstáculos a serem superados. Como diz Ken Wilber, "nao há contradição entre ciência verdadeira e espiritualidade autêntica. Se há, é porque estamos falando de ciência mal feita e espiritualidade nao genuína".

O argumentum ad hominem usado neste texto contra Goswami e extendido a "todos os demais palestrantes" (arbitrariamente banindo todos da profissão científica) escancara o preconcceito com áreas que podem, sim, serem investigadas cientificamente. Fazem coisas mal feitas nesses temas? Claro que sim. Frequentemente, por motivos diversos. E muitas vezes usando metodos falhos da neuroimagem, complicando um real discernimento da situação. O que nao está indo bem? A área de pesquisa, digamos acupuntura, ou os métodos empregados?? Acontece que mesmo que a grande maioria das pesquisas que tocam nos assuntos ditos esotericos sejam metodologicamente falhas, isso nao condena esses assuntos a uma eternidade de limbo cientifico.

Como ja ficou bem claro décadas atrás em O Tao da fisica e profundamente expandido em O Ponto de Mutação, a proxima revolução cientifica se aproxima e, gostem ou nao, ela nos leva a... espiritualidade!

Como diz o Dalai Lama: “An inquiry has to proceed from a state of openness with respect to the question at issue and to what the answer may be. This kind of openness can make individuals receptive to fresh insights and new discoveries; and when combined with the natural human quest for understanding, this instance can lead to a profound expanding of our horizons.”

Leandro R. Tessler disse...

Quero comentar os dois últimos comentários:

Jeferson, O centro de convenções deve ter um Conselho Curador ou coisa que o valha. Aqui na Unicamp grupos de estudantes, docentes e funcionários tentaram organizar palestras e eventos criacionistas. Nós sempre nos mobilizamos e barramos em alguma instância. Acontece que para o público leigo o evento feito num espaço com o nome da UFRGS deve de alguma forma ter o aval da UFRGS. Valeria a pena talvez usar esse evento como motivo para tentar ter algum controle. Imagine se a Liga dos Machos de Gramado resolve fazer um evento contra os direitos das mulheres com a chancela da UFRGS...

Eduardo, Concordo com muito do que você escreve, mas tenho algumas diferenças importantes: A diferença entre a ciência e a espiritualidade reside justamente nos pressupostos e nos métodos. Claro que há muita ciência mal feita. Praticamente tudo o que se trata de forma esotérica ou não existe (um efeito ou manifestação que nasce da nossa imaginação) ou segue dogmas de um guru iluminado e clarividente. Se você olhar com atenção os assuntos a serem tratados nesse evento eles sempre estão em uma ou outra situação. Mecânica Quântica é um modelo para a realidade que funciona muito bem para descrever coisas na escala molecular, atômica ou sub-atômica. Não tem nada a ver com acupuntura, homeopatia ou Lamas. Claro que os Lamas podem ser cientistas, mas em geral não o fazem porque vêem o muindo por outra perspectiva (justamente por isso são Lamas). O Tao da Física foi escrito por um Físico que deixou de abordar a natureza como Físico. O Ponto de Mutação idem.
Estou (estamos) abertos a estudar tudo o que tem uma manifestação real. Esse não é o caso da Saúde Quântica.

Jeferson Arenzon disse...

Leandro,

esse centro de convenções, na verdade, é da FAUFRGS, a fundação que gerencia projetos, e é praticamente privado. Tanto que nós, professores, precisamos pagar, e bem, se quisermos fazer algo. Mas mesmo na UFRGS é possível fazer eventos esotéricos absurdos sem passar por nenhum comitê, como já aconteceu (está documentado no nosso blog)...
Abs,

Vortex disse...

Confesso sentir aversão a qualquer coisa que tenha cheiro de misticismo (para mim isso significa lançar uma cortina de fumaça sobre algo), mas procuro manter-me aberto a evidências. Afinal, como posso ter certeza de que minha visão de mundo é infalível, ainda que seja compartilhada com pessoas inteligentes?

Por outro lado, em meu entender, a definição de 'ciência' está bem no cerne do problema.

Todos têm o direito de crer ou não no que quiserem e de tentar propagar suas ideias, mas seria bom se as pessoas conseguissem concordar e fossem coerentes quanto ao significado de alguns termos fundamentais, tais como 'ciência' (e mesmo 'Mecânica Quântica', neste caso). E concordar em conceitos inconsistentes não adianta. Concordar na forma de avaliar evidências também é extremamente importante.

Não preciso chamar uma ideia de científica só porque gosto e acredito nela. Mas isso se faz tanto no ambiente acadêmico quanto fora dele.

Na verdade, não é tão recente esse fenômeno de misturar os conceitos de ciência de antes e depois da disseminação da metodologia científica.

Se definirmos 'ciência' como 'área do saber' ou como 'pesquisa' simplesmente, poderemos acabar chamando praticamente qualquer coisa de ciência, o que inutiliza a palavra. Mesmo se procurarmos restringir o uso da palavra à pesquisa que se dá em ambiente acadêmico, ainda estaremos abertos a todo tipo de inconsistência conceitual, para não mencionar a arrogância que isso representaria.

A ideia que gerou o conceito moderno de ciência, e que deu certo de um ponto de vista funcional, recebeu contribuições de pensadores do calibre de da Vinci, Galileu e Newton, foi a de que não basta o pensamento humano e/ou a mera observação para entender a realidade, mas que é fundamental o uso de métodos matemáticos, sem os quais "fica-se a vagar por um escuro labirinto" (Galileu).



Segundo este conceito, precisamos usar a Matemática tanto na coleta e avaliação de informações (pesquisa experimental) quanto na elaboração de modelos (pesquisa teórica). Ciência não é uma área do conhecimento, mas sim uma metodologia de pesquisa e representação. Aquela listinha de passos que aparece em livros de ensino médio está muito longe desse ideal. Notem, não é a Física que é uma ciência (no conceito moderno), mas fazemos pesquisas nesta área usando a ciência.

Outras ideias, como a de falseabilidade, por exemplo, são até interessantes mas não explicam a diferença de eficiência e nem apontam para essas "ferramentas" que foram responsáveis pelo grande progresso dos últimos tempos. O critério de falseabilidade é apenas um entre muitos instrumentos matemáticos que têm contribuído para o avanço do conhecimento humano.

Do ponto de vista funcional, é possível estabelecerem-se critérios de eficiência para metodologias de pesquisa e representação. Por exemplo, se o modelo A contém duas vezes mais informações (com a mesma confiabilidade) do que o modelo B mesmo usando o mesmo número de símbolos, então A é mais eficiente do que B. Este é apenas um exemplo simplista, mas serve para ilustrar um princípio.

Modelos formais (matemáticos) tendem a ser infinitamente mais eficientes do que modelos qualitativos.
(continua)

Vortex disse...

No século XIX, uma grande quantidade de descobertas e novas ideias surgiram no contexto da pesquisa científica, isto é, no contexto do uso de métodos matemáticos para entender a realidade. Há uma série de trabalhos notáveis daquela época, os quais serviram de bases para mais e mais interessantes descobertas, algumas das quais deasfiam a intuição de muitos pesquisadores até hoje.

Ao mesmo tempo, surgiram outras linhas que também pretendiam ser científicas, mas que não faziam uso de metodologias matemáticas consistentes. Houve a Frenologia, a teoria do magnetismo animal, e outras.

Algumas dessas linhas são geralmente consideradas como pseudocientíficas atualmente, ao passo que outras são bem aceitas no ambiente acadêmico, não por basearem-se na metodologia científica, mas por causa de sua proposta filosófica atraente e compatível com a moda intelectual atual mais aceita na academia.

Pelo que tenho visto, o que mais tem causado dificuldade na aceitação da definição galileana, mais coerente (e estrita) de ciência, é justamente a aceitação no ambiente acadêmico de certas ideias como se fossem científicas, mas que nada têm a ver com métodologias matemáticas.

Note-se que não são as ideias ou áreas que deveriam ser consideradas científicas, mas o metodologia de pesquisa e representação.

Este estado de coisas abre as portas para que todos procurem chamar suas ideias favoritas de científicas, seja na academia ou fora dela.

É preciso ter um boa definição neutra de ciência antes de poder dizer que "nosso grupo lida com ciência, o de vocês não" ou, "nós acreditamos na realidade, enquanto vocês se perdem com fantasias". Basicamente esse é o pensamento de todos, mas é essencialmente equivalente a dizer "eu tenho mais razão do que você porque eu sou eu".

Nestas condições, tenho proposto que todos procurem utilizar uma definição de ciência tanto com esta base histórica quanto com a base funcional, lembrando que ambas resultam em uma associação íntima entre os conceitos de 'Ciência' e de Matemática.

A título de "corolário", lembraríamos de que Mecânica Quântica não é meramente um conjunto de ideias e conclusões, mas um modelo matemático. Ao falar-se em "saúde quântica" seria altamente recomendável que alguém apontasse alguma referência na qual se faça uso direto deste modelo matemático para que se obtenham-se as conclusões propostas para a saúde.

E é bom sempre manter clara a diferença entre corrente filosófica e metodologia científica. Podemos usar a ciência para testar proposições oriundas de linhas filosóficas, mas isso não transforma filosofia em ciência.

Eduardo.

Juliana Stein disse...

ótimo artigo!

eduardo schenberg disse...

Sinto muito Leandro Tessler, mas vc insiste em argumentar com base em preconceito com o tema da espiritualidade. Fica claro que pouco conhece o que é espiritualidade de fato e a confunde com religiao.

Assim como em seu post vc arbitrariamente baniu dezenas de pessoas da ciência, em sua resposta pra mim vc baniu tb o Capra. Desculpe, mas quem lhe deu esse poder supremo de dizer quem é e quem não é cientista? Se sua unica ferramenta é o argumentum ad hominem, nao precisamos ir alem nessa conversa, pq esse argumento carece de logica. Trata-se de refutar uma ideia atacando o defensor da ideia. E isso nao cabe dentro da ciencia genuina. Se vamos debater, façamos com argumentos sobre fatos e dados, e nao com preconceitos veiculados por formas ilogicas de retorica como tentar expulsar da ciencia as pessoas que discordam de vc.

Espiritualidade e ciencia estao ai, juntas, demonstrado por experimentação genuina com analise estatistica e ps menores que 005 (pra quem acha que ciencia necessariamente precisa de matematica...). Gostem ou nao, os fatos sao os fatos. Alguns (poucos) exemplos:

Journal of Psychopharmacology 2008, 22(6), 621–632

Psychopharmacology 2006, 187(3), 268–83

PNAS 2004, 101(46), 16369–16373.

E aí? Vc tb vai decretar que essas revistas, os autores, os referees etc nao fazem parte da ciencia??

Se for, pode ir chutando da ciencia tb o Einstein (entre inumeros outros):

"Science without religion is lame. Religion without science is blind"

Leandro R. Tessler disse...

Eduardo,
Não entendi muito bem o que você quer mostrar com essas referências.
Fritjof Capra não goza de prestígio na comunidade internacional de Física desde o tempo em que eu era estudante. As publicações que tornaram Capra conhecido não são trabalhos científicos. Como alguém muito bem notou, seu melhor argumento é: "Mecânica Quântica é complicada. Filosofia Oriental é complicada. Logo Mecânica Quântica tem tudo a ver com Filosofia Oriental.".

eduardo schenberg disse...

meu ponto é que ciencia e espiritualidade estao caminhando na direção de uma união fantastica, e que isso será a proxima revolução cientifica. Como previsto por T. Kuhn, infelizmente muitos vao morrer sem dar o braço a torcer (aconteceu inumeras vezes na historia e esta acontecendo de novo exatamente aqui)

Vcs que aderem ao dogma da ciencia materialista insistem em atacar os demais cientistas a distancia pela internet, e nao em debater as ideias defendidas.

Em suma, como eu ja disse, se seu unico argumento é o ad hominem, o debate se encerra por falta de logica e coerencia

http://en.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem

Caso contrario, se houver interesse em debater ideias, que tal ir ao evento (eu adoraria, mas infelizmente ir a POA nesse momento é inviavel pra mim) e questionar ao Amit e demais palestrantes sobre as ideias que eles defendem. Garanto que vcs se surpreenderão com, no minimo, uma consistencia maior do que vcs supoe e uma dificuldade imensamente maior em refutar os argumentos do que em ficar bradando quem é ou quem não é cientista, quem tem credibilidade ou nao, por causa do que pensa ou deixa de pensar.

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